Dona Dja – Dajnira Antonio Alves

Djanira Antinio Alves, anônima, mais útil a nossa História. Guaianases lhe deve um “Muito Obrigada”

Dona Djanira Antonio Alves
Anônimos, porém nem tanto 

Imagino sempre o que é de fato o anonimato. Milhares de pessoas vivem sonhando com seus míseros 15 minutos de fama, fazendo de tudo para tornarem – se celebridades instantâneas.Jornais, revistas e toda a mídia publicam dia a dia a vida de pessoas e, em muitas das vezes, estas nada acrescentam à nossa História. Deveriam continuar anônimas.

Do outro lado existem anônimos que deveriam ser célebres, pois, esquecidos e desconhecidos da mídia em geral, acrescem à nossa História, pelo pleno exercício da Cidadania.Pessoas que como a Dona Dja – Djanira Antonio Alves, fundadora da Associação de Moradores de Bairro Guaianases – brasileira comum, costureira por profissão, batalhadora incomum, que ficou esquecida por nosso Bairro.Hoje paraplégica,devido um AVC, vivendo com a família na Bahia.Ano após ano, esta mulher de fibra, cristã honrada, fez história.

O serviço social nasceu nela devido a necessidade de atender aqueles que não tinham sua força e determinação.Por anos enfrentou com valentia, horas a fio, caminhada pelo CEASA – SP, pedindo doação. Ao fim do dia, caminhão nem cheio, nem vazio, ia de Box em Box, comprando verduras, frutas e legumes e, depois de cheio o carro, partia de volta a Guaianases.Horas mais tarde, noite a dentro, selecionando ativa, o que dava para aproveitar. Os melhores doava.

De vila em vila, de favela em favela, apertada na Azulão – uma piruá trintona que completava tarefa ao amanhecer. Cidade Tiradentes, Nova Guaianases, Vila da Miséria, Malvinas, Roseira, Fanganielo, todos atendidos com suas doações.Depois de selecionados, ao que aparentemente não eram aproveitados para consumo “in natura” ela transformava em purê, compota, tempero e sopão. Uma nova luta, atrás de Mercados e Padarias para conseguir pão para distribuir com a sopa nas madrugadas e nas favelas.

E a sopa era distribuída com bolacha e pão e o povo agradecia.Provavelmente o prato de sopa da tarde ou madrugada seja hoje uma de suas lembranças, lá na Bahia, onde ela mora hoje. Guaianases não lhe disse um único “Muito Obrigada”.

Quando partiu deste bairro que amava, indo de volta para a sua terra natal, não foi levada pelos carros de Bombeiros, como heroína que é. Foi numa ambulância, de forma anônima.Até o ano de 2000 tivemos seu trabalho ativo, quando um dia, um surto de hipertensão e uma medicação errada – leite com sal – levaram – na para a cadeira de rodas, sem forças até para articular palavras.Confesso que sempre esperei que um dia ela se recuperasse e espero ainda.Peço a Deus que permita-me vê-la. Então lhe direi que Guaianases lhe deve ainda.

“Muito obrigada Dona Dja, que Deus te recompense, por que nós, além de pobres que ainda somos, continuamos ingratos.”

Colaboradores de Dona Dja

– Sr Alberto – Do Restaurante Coma Bem e Mercado Municipal

– Sr. Horácio – Doces Imperial

– Dona Carmosina e seu Xavier – Moradores da Antonio Tadeu

( Seu Xavier é ex- presidente do CONSEG Lajeado)

– Levi Lauriano (CIC)

– Seu João – Padaria Rosanova

– Lenno Majestade – da Rádio Comunitária Majestade FM
– Ana Cleide – da Associação do Jardim Bandeirantes

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Olá, mundo! Este é meu bairro – Guaianases

Guaianases velho de guerra…

História de Guaianases
A formação do bairro de Guaianases, em breve relato, iniciou-se com o aldeamento dos Índios Ururaí em São Miguel Paulista e Guarulhos, com a data passada em 12 de outubro de 1580, por Jerônimo Leitão ” Capitão desta Capitania em São Viscente”, através da qual foram concedidas terras aos Índios Seis léguas em quadra ao longo do rio Ururaí (hoje tietê), as quais começaram a partir donde acabar a data de João Ramalho e de seus filhos e vão pelo rio corrente tanto de um lado como outro, até acabarem as ditas seis léguas em quadra… com condições de sesmarias conforme ordenação de El rei nosso senhor de hoje para todo o sempre…(extraídos da Câmara de São Paulo, 1622 vol. I).Assim, prosseguiu o chamado aldeamento até total extinção dos Índios, por volta de 1820, passando suas terras para o domínio de particulares, durante os anos seguintes.E foi em terra da família Bueno, localizadas (onde hoje situa-se o Cemitério Lajeado) no Vale do Ribeirão Lageado como simples parada e pousada de viajantes, edificada a pedido do Senhor Manoel Joaquim Alves Bueno, uma capelinha e assim como a Cidade de São Paulo, que nasceu em dia Santo, também Guaianases tem um dia Santo como marco principal.É o dia 3 de maio, dia de Santa Cruz, isto porque neste mesmo dia do ano 1861, o vigário da Paróquia de Arujá, João Cardoso de Menezes e Souza, celebrou a primeira missa e procedeu a benção da Capela de Santa Cruz do Lajeado, e ao redor da Capela que foi reedificada em 1872, começou o nascimento do povoado de Guaianases.A princípio chamava-se Lajeado, porém terras, onde cultivavam produtos agrícolas e agropecuários, segundo outras famílias também imigrantes italianos, instalaram-se como comerciantes com a inauguração da Estrada de Ferro norte São Paulo, posteriormente Estrada de Ferro Central do Brasil (REFASA), e (CBTU) Companhia Brasileira de Trens Urbanos, hoje sob controle da (CPTM), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.Em 06/11/1875, o local onde fora construída a Capela, recebeu a designação de Lajeado Velho, e o núcleo vizinho à estação ferroviária, recebeu o nome de Lajeado Novo, o qual no final do século XIX ganhou outra Capela também dedicada a Santa Cruz. Entretanto para que não houvesse confusão, a Igreja Santa Cruz do Lajeado Velho, teve seu orago mudado para Santa Quitéria, que segundo a lenda, seria o nome de uma escrava fugitiva de uma das fazendas existentes na região pertencentes aos padres Carmelitas, sendo capturada e ali sacrificada selvagemente.O Lageado Novo, começou a prosperar com a chegada dos Imigrantes Italianos a partir de 1876, 1891, 1900, 1906, 1912 e 1920, juntando-se com tradicionais famílias já existentes. Foram os primeiros compostos pelas famílias Thadeo; Gianetti; Diório; Premiano Pistócio; Galia; Pucci; Bauto, estes instaladores de Olarias, principal atividade econômica por longo tempo no lugar, que foram as responsáveis pelo fornecimento de tijolos para as construções da cidade São Paulo, principalmente as indústrias e moradias dos bairros da Móoca, Brás, Belém, Mooca, Bom Retiro, Pari, etc.As segundas famílias , Bueno, Pereira, Mariano, Carmo, Pedroso, Moreira, Leme, Cunha, Jordão, Xavier, Leite etc… eram proprietários de grandes áreas de terras, onde cultivavam produtos agrícolas e agropecuários, seguindo outras famílias também de italianos. Instalaram-se como comerciantes em várias atividades as famílias, Calabrez, os Tabelini e Prandini, com o ramo de Secos e Molhados; a família os Iapequini, com a extração e corte de lenhas e madeiras, que também abasteciam as Indústrias do início do século, na cidade de São Paulo.A família Radiante, como fabricantes de vinhos; outras também italianas, dedicavam-se às atividades de fabricação de tachos de cobre como os Vita. Bomfanti, Cornedi e Saqueto ferreiros e carpinteiros.Vinda em 1912 a família Matheus, imigrante espanhola, que através do patriarca Luiz Matheus, funda as Pedreiras Lajeado e São Matheus, que também passou a abastecer a cidade de São Paulo.Contava Lajeado já volta de 1920, com uma população aproximada de 600 habitantes e 100 prédios.Em 1924, a direção da E.F.C.B.(Estrada de Ferro Central do Brasil) atual CPTM, mudou o nome da Estação, para Carvalho de Araújo, em homenagem a um dos Engenheiros da dita ferrovia. Na data de 30/12/29, Lajeado foi elevado à condição de Distrito.Durantes o período de 1920 a 1940, Lajeado teve um desenvolvimento inexpressível, tendo surgido os primeiros loteamentos na década de 1920, como Vila Iolanda(1926),CAIC(1928),Princesa Isabel(1928), parte da fazenda Santa Etelvina(1926), onde chegou a formar-se um pequeno núcleo de imigrantes alemães e austríacos, em número de 12 famílias.Guaianases passa a ter em 1934, população de 1.642 habitantes, possuindo até então uma única Escola Reunidas de Lajeado,fundada em 1873; a Agência de Correios em 1873; uma subdelegacía de policia, criada em 1895 e duas Agremiações Esportivas, o Atlas Lajeadense F.C., cuja fundação ocorreu por volta 1915 e posteriormente a União F.C. fundado em 1934; ambos possuíam boas sedes, onde nos finais de semana, realizavam animados bailes, como também possuíam os melhores esquadrões da região vindo a fundir-se em 1946, criando o atual Guaianases F.C.Possuía também Bandas de Músicas, existindo a primeira no período de 1915 a 1926, e a Segunda Corporação Musical Lira de São Benedito, fundada em 1933, extinta em 1938.Como curiosidade, havia um trecho de estrada de ferro particular, ligando a estação do Lajeado à Fazenda Santa Etelvina, hoje Cidade Tiradentes, cuja instalação ocorreu em 1908, tendo sido extinta em 1937, em cujos trilhos corria um bondinho de passageiros e pequenos vagões de cargas, para transportar lenha, tijolos, pedras, carvão e produtos agrícolas da região da Passagem Funda; outra curiosidade, era a existência de 14 lampiões que serviam como iluminação Pública, localizados nas Ruas;. 15 de Novembro, atual Salvador Gianetti, XI de Agosto (atual Capitão Pucci), Rua. Floriano Peixoto (atual Hipólito de Camargo) e Rua. Santa Cruz (atual Saturnino Pereira), instalados por volta de 1915.Apresentava Lajeado(Guaianases) em 1940, uma população de 2.967 habitantes e 806 prédios (fonte IBGE).O bairro participou na segunda Guerra Mundial, com a ida do pracinha Otelo Augusto Ribeiro, que infelizmente, não retornou à Pátria, morrendo em terras da Itália, mas que por fim, em sua homenagem, tem seu nome em uma das principais ruas de Guaianases.Finalmente o Bairro recebe oficialmente o nome de Guaianases, pela Lei n. 252 de 24/12/48. Palavra de ordem Tupi, isto porque a região fora habitada pela tribo dos Índios Guaianás, até os primeiros séculos do descobrimento do Brasil.Guaianases nos anos 40, passou a desenvolver-se com novos loteamentos, devido acrescente procura e necessidade de mão de obra nas Indústrias de São Paulo, ocorrendo então a migração de pessoas de todos os cantos do Brasil, principalmente do nordeste, que chegando como braço para trabalho, procuraram instalar-se nos bairros periféricos da Capital.Guaianases chegou em 1950, a contar com uma população de 10.143 habitantes, tornando-se por excelência, bairro dormitório; contava nessa época, com único meio de transporte, a valiosa MARIA FUMAÇA da EFCB, até 1958, quando começou a correr os primeiros trens elétricos que até hoje nos servem.A partir da década de 1950, o bairro prosseguiu seu desenvolvimento mais expressivo, com novos loteamentos, que surgiram da noite para o dia e, atingiu em 1960, uma população aproximada de 45.000 habitantes, desde então até hoje, com a constante migração e desenvolvimento de casas populares e Cohab’s, a região tivera um crescimento populacional espantoso e atualmente ultrapassa 1,6 milhões de habitantes.
Você ainda pode entrar pelo site http://www.conseg.org/ ( se for cadastrado, é um apena ) e pedir a História de nosso Bairro.
É a biografia autorizada que esta também no site
Elisabeth Alves
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